Evento abordou as características e traçou um panorama epidemiológico da doença
Francisco Arrais/Prefeitura de Santos
Evento abordou as características e traçou um panorama epidemiológico da doença


O Departamento de Vigilância em Saúde e a Escola da Saúde de Santos realizaram, nesta quinta-feira (4), um treinamento sobre a varíola dos macacos  (monkeypox) para os profissionais da rede de saúde pública de Santos. O evento abordou as características e traçou um panorama epidemiológico da doença, além de tratar dos protocolos necessários para identificação dos sintomas.

Também foram distribuídos materiais para realização da coleta de material biológico para análise laboratorial, cuja forma de manejo foi orientada durante o evento. Este é o segundo treinamento sobre a varíola dos macacos realizado pela Secretaria de Saúde de Santos. Na última quarta-feira (3), as mesmas informações foram transmitidas de forma on-line para profissionais da rede particular.

O chefe da Seção de Vigilância Epidemiológica (Seviep), Willian Fioratti, destacou a necessidade da ação como uma forma de prevenir o aumento expressivo dos casos. “Essa capacitação é de suma importância para dar o alerta a toda a equipe e profissionais envolvidos, e fazer a identificação dos casos o mais rápido possível, para que o paciente seja precocemente isolado, internado ou liberado para isolamento domiciliar, se for preciso”.

O secretário de saúde, Adriano Catapreta, destaca que não há motivo para pânico. “Neste momento, temos quatro casos confirmados da doença, todos sem gravidade. Seguimos no monitoramento destes pacientes até o término do isolamento domiciliar, além de acompanharmos os outros quatro suspeitos, que também já se encontram isolados. A capacitação visa aprimorar ainda mais a comunicação entre as redes pública e privada e destacar a importância das práticas preconizadas pelo Ministério da Saúde no enfrentamento à doença”.


Varíola dos macacos


Os sintomas da doença incluem erupções na pele, febre, fraqueza, mal estar, dor de cabeça, inchaço e dor nos gânglios (principalmente atrás da orelha e atrás da cabeça). As erupções cutâneas costumam aparecer três dias após os sintomas iniciais e permitem diagnóstico clínico diferencial.

Os pacientes que apresentarem sintomas devem procurar a policlínica de referência do bairro em que moram, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, ou uma das três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), que funcionam ininterruptamente.

Prevenção
- Evitar contato íntimo ou sexual com pessoas que tenham lesões na pele
- Evitar beijar, abraçar ou fazer sexo com alguém com a doença
- Higienizar as mãos com água e sabão e usar álcool em gel
- Não compartilhar roupas de cama, toalhas, talheres, copos, objetos pessoais ou brinquedos sexuais
- Usar máscaras, protegendo-se contra gotículas de saliva, entre casos confirmados e contactantes

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