Ela integra um grupo de pesquisadores da Escola Politécnica (Poli) da USP.
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Ela integra um grupo de pesquisadores da Escola Politécnica (Poli) da USP.





O combate nacional contra o novo coronavírus ganhou um reforço. A professora Cristiane Batistela, do Colégio Objetivo Baixada Santista, integra um grupo de pesquisadores da Escola Politécnica (Poli) da USP que desenvolvem um método matemático que poderá, em breve, orientar políticas públicas e profissionais da saúde a reduzirem os danos da Covid-19.

Docente de física e matemática, a estudiosa, que vive em Santos, criou um modelo capaz de evidenciar como acontece a propagação do vírus. Mais precisamente, a pós-doutoranda propôs uma mudança do modelo chamado SIR, que foi publicado em 1927.

Ela explica que o trabalho da década de 1920 considera uma população fixa com apenas três compartimentos: suscetíveis (S), pessoas saudáveis, mas que podem contrair a doença; infectados (I), que são aqueles que contraíram a doença e podem de infectar os suscetíveis; e recuperados (R), que não podem mais ser contaminados.

Por meio de seus estudos, Cristiane acrescentou mais dois compartimentos: os imunizados (I2), ou seja, indivíduos que contraíram a doença e estão imunes; e óbitos (O), que são a classe dos que contraíram a doença e morreram.

“Com essa inclusão, fizemos então um novo modelo. Ele nos permite descrever a propagação na população, que possui, na verdade, todos esses grupos", cita.

Ela explica, ainda, que este sistema permite serem adotadas algumas estratégias de controle. Isso passa, por exemplo, por medir o contato de infectados (I1) e os suscetíveis (S). Assim, haverá condição de definir, de forma concisa, se é preciso reduzir a relação citada e apontar se o número de infectados pode atingir picos maiores, comprometendo os sistemas de saúde.

"Nosso objetivo com o novo modelo é oferecer indicações mais precisas e que possam subsidiar políticas públicas", diz Cristiane. O próximo passo, agora, que inclusive já está em andamento, é a calibração dos dados.

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