O médico Condesmar Marcondes foi um dos organizadores do XXIII Congresso Brasileiro de Reprodução Humana
Divulgação/ Assessoria
O médico Condesmar Marcondes foi um dos organizadores do XXIII Congresso Brasileiro de Reprodução Humana


Dois novos métodos vão mudar por completo a detecção de síndromes e doenças de fetos e embriões, em gestações comuns ou em fertilização in vitro. Ambas as técnicas foram discutidas no XXIII Congresso Brasileiro de Reprodução Humana, realizado em Curitiba, no Paraná. O médico de Santos Condesmar Marcondes foi um dos organizadores do evento.

Uma das novidades é a eliminação da necessidade de se fazer biopsia em embriões para descobrir distúrbios, como a Síndrome de Down. Na gestação de pessoas com idade acima de 38 anos era feito uma biopsia da placenta. Atualmente, foi substituido por um exame de sangue, que através do sangue da mãe, pode-se tirar todas as informações necessárias.

"Mais especificamente, trata-se de um teste pré-natal não invasivo, chamado NIPT. Com ele, é colhida uma amostra do sangue da mãe e, a partir dele, é realizada uma varredura, rastreando riscos genéticos para o bebê e inclusive a determinação do sexo", explica Marcondes.

Este método serve para gestações normais. Já o outro sistema debatido no congresso diz respeito às reproduções assistidas, tendo foco parecido: detectar possíveis síndromes no embrião do laboratório.

"Neste caso, deixa-se de lado a técnica de retirar uma amostra do embrião através de tiro com laser. O método atual se chama NICS, avalia-se as células no meio de cultura onde o embrião está crescendo e manda-se as células para o geneticista que permite que o especialista em reprodução humana veja alguma anormalidade antes de fazer a transferência para o útero materno", ressalta o Médico.

Para ele, que é que é referência nacional sobre reprodução humana, essas duas técnicas revolucionam, principalmente, por não serem agressivas para fetos e embriões. "Também são mais benéficas para as mães", diz.

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