A ação aconteceu no Bairro Jabaquara e nos morros São Bento, Penha e Marapé.
Susan Hortas/ Prefeitura de Santos
A ação aconteceu no Bairro Jabaquara e nos morros São Bento, Penha e Marapé.



As Coleiras repelentes contra leishmaniose foram colocadas por equipes da Prefeitura, neste sábado (20), em 136 cães que vivem no bairro Jabaquara e nos morros São Bento, Penha e Marapé.

Neste mês, a entrega já foi feita, no total, a 345 animais que têm a leishmaniose visceral canina ou cães sadios que vivem a um raio de 100 metros de distância dos que estão com a doença.

Realizada pela Seção de Vigilância e Controle de Zoonoses (Sevicoz), da Secretaria de Saúde (SMS), o trabalho foi feito casa a casa a animais previamente identificados e acompanhados. O acessório é fornecido pela administração municipal e tem durabilidade média de quatro meses. Os responsáveis pelos cães também receberam panfleto com orientações sobre a doença.

Outra equipe, composta por veterinários, fiscalizou cães que possuem leishmaniose e já foram tratados para reduzir a carga parasitária. Foram dez casas visitadas nesses locais, das quais quatro estavam fechadas ou houve mudança de endereço. Dos seis cães restantes, dois tiveram reativação dos sintomas da doença, mas já estão recebendo acompanhamento veterinário.

“Orientamos esses proprietários que levem os animais na Coordenadoria de Defesa da Vida Animal (Codevida) da Prefeitura ou a uma clínica particular para monitoramento dos sintomas”, disse o veterinário da Sevicoz, Alexandre Nunes. Também foi constatado um óbito. No total, o Município registra, agora, 29 cães com leishmaniose.

Cadastro

Do total de 136 cães, 30 são novos animais cadastrados neste sábado no Morro Marapé, bairro de expansão da doença, com o objetivo de ampliar a cobertura de prevenção. Todo o trabalho foi realizado com rigorosos protocolos para evitar eventuais contaminações pelo novo coronavírus. Ao todo, envolveu 30 profissionais da Prefeitura, que utilizaram equipamentos de proteção individual.

“A leishmaniose visceral é uma zoonose de grande importância na saúde pública e o cão é considerado o principal reservatório doméstico. As medidas de controle são necessárias e a Prefeitura tem realizado essa estratégia com sucesso para o enfrentamento dessa zoonose. A utilização de coleiras tem apresentado resultados promissores na proteção individual de cães contra a picada do vetor flebotomíneo e como medida de controle”, ressaltou a chefe do Departamento de Vigilância em Saúde, Ana Paula Valeiras, da SMS.

Evitar a proliferação

A leishmaniose visceral canina é transmitida pelo mosquito-palha e o uso da coleira repelente é a principal forma de evitar a proliferação, uma vez que mantém os animais sadios livres de uma eventual picada contaminada do inseto e os animais doentes, com a coleira, deixam de ser alvo do mosquito-palha, interrompendo a cadeia de transmissão.
Santos realiza trabalho integral contra a doença, que cobre investigação do vetor, notificações, investigação sorológica, ações de prevenção e tratamento aos cães infectados.

Sintomas

O primeiro caso de leishmaniose na Cidade foi registrado em 2015 e, desde então, 85 animais foram identificados com a doença, dos quais 56 já morreram. Doença crônica, os sintomas demoram de dois a três anos para aparecer no animal e incluem pele e mucosas com feridas; queda de pelos da orelha e em volta do nariz; emagrecimento e crescimento exagerado da unha.

Com seu avanço, os órgãos internos como fígado, baço e pulmão são afetados. Não há cura, mas quanto mais cedo se detecta, mais fácil é o tratamento e o controle da doença. O animal tem que ser monitorado pelo resto da vida.

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