O Estuário registrou um caso de dengue neste ano, mas o bairro está em estado de alerta devido à alta infestação de Aedes aegypti.
Divulgação/ Prefeitura de Santos
O Estuário registrou um caso de dengue neste ano, mas o bairro está em estado de alerta devido à alta infestação de Aedes aegypti.


No mutirão contra o Aedes aegypti, realizado no Bairro Estuário, os agentes de combate a endemias de Santos flagraram, nesta quarta-feira (12), uma caixa d’água cheia de larvas de mosquito em um imóvel localizado na rua José Olivar.

O equipamento apresentava frestas que impediam a completa vedação e, consequentemente, atraía fêmeas de mosquito para ali depositarem os seus ovos.

A equipe aplicou sal grosso na cisterna que, segundo o proprietário, era utilizada para armazenamento da água da chuva, captada a partir de uma ligação direta com a calha do imóvel.

O responsável informou que desativará a caixa d’água. Para isso, terá que aguardar o tempo necessário, de uma semana, para o sal grosso matar as larvas, para então escoar a água - antes deste tempo, estaria apenas transferindo as larvas de um lugar para outro, não impedindo a sua evolução para a fase adulta.

Os agentes retornarão daqui a uma semana para verificar. Caso a desativação não seja realizada, o proprietário será intimado pela Prefeitura a tomar as devidas providências.

BALANÇO

Ao todo, 30 agentes de combate a endemias vistoriaram 928 imóveis e removeram 39 focos com larvas no mutirão. O Estuário registrou um caso de dengue neste ano, porém o bairro se encontra em estado de alerta pela Secretaria de Saúde, devido à alta infestação de Aedes aegypti, identificada pela captura de fêmeas nas armadilhas espalhadas pela Prefeitura nas últimas quatro semanas.

Este foi o 12º mutirão realizado pela Secretaria de Saúde em 2020. Nas ações anteriores, 596 focos com larvas de mosquito foram eliminados pelos agentes.

CASOS

Em relação às doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, Santos contabiliza 118 casos de dengue e 21 de chikungunya. Não há registro de zika neste ano. O último caso de febre amarela urbana no Brasil ocorreu na década de 1940.

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