Quatro pioneiros no surfe em Santos , da década de 1960, foram homenageados na noite desta quinta-feira (21), no Salão Nobre do Paço Municipal, em comemoração ao Dia do Surfista .

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Geraldo Mantilla Luzzi, o ‘Bailarino’; Odailton Dato de Oliveira Silva, o ‘Oda’; Fernando Aurélio Cornélio Pivetta, o ‘Fernandão’ e José Paulo Sacramento in memoriam, representado pelo amigo José Luiz da Cunha Passarelli e pelos filhos Paulo e Felipe Sacramento, foram os condecorados.

Além da tradição no esporte, Santos possui a primeira Escola Pública de Surfe, a Escola Radical, a primeira Escola de Surfe Adaptado, o Museu do Surfe, o Centro de Treinamento de Surfe e a Torre dos Jurados no Parque Roberto Mário Santini.

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O prefeito Rogério Santos, que também pratica a modalidade, falou do orgulho por estar ao lado de grandes nomes do esporte. Ele recebeu do presidente da Associação Santos de Surf, Mauro Rabelé, o troféu conquistado pela equipe santista no primeiro campeonato estadual de clubes, realizado pela Federação de Surf do Estado de São Paulo (SPSurf). “É uma forma de agradecer e demonstrar que todo investimento da Prefeitura está dando resultados”, enfatizou.

História

“Comecei a surfar em 1964, no Itararé (SV). Estava andando na praia e vi três caras com uma prancha que a gente chamava de ‘caixa de fósforo’. Fiquei tentado e, então, comecei a surfar. Naquela época era com madeirite que a gente improvisava. Desde então, surfei por 32 anos, mas sofri um acidente e hoje brinco um pouquinho”, explica Oda.

Fernandão foi o primeiro Campeão Brasileiro Júnior, em 1967. Disse que, na infância, tudo indicava que seria jogador de futebol. Chegou a fazer teste no Santos FC, mas se machucou e não conseguiu jogar mais. Acabou frequentando a praia e tendo contato com o surfe e não parou mais. Estava muito feliz com a homenagem. “Tenho que agradecer, né? Hoje moro em São Paulo, mas sinto muita falta da praia”, pontua.

Geraldo Mantilla, o ‘Bailarino’, achou que a homenagem é um resgate da história dele e dos colegas: “traz lembranças de tudo que transcorreu nessa época, os amigos, os campeonatos. Eu fui incentivado por um pessoal mais velho que eu em 1967, e hoje, lembro de todos eles. Muito bonita a homenagem”.

José Paulo, já falecido, teve a homenagem recebida pelo José Luiz da Cunha Passarelli, amigo dele desde os sete anos. “Me pegaram de surpresa de receber a homenagem. Estou muito honrado”. Os filhos Felipe e Paulo também lembraram, com alegria, do pai. “Meu pai sempre foi atleta, sempre foi do mar, velejava também. Então, nós sempre fomos incentivados, mas surfamos só por diversão”, explica Felipe. “O surfe foi meu primeiro esporte na vida, por incentivo dele. Acho fantástico terem lembrado dele, com certeza ele está aqui entre nós, super agradecido”, acrescenta Paulo.

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